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17.4.15

Toda Jovem Adulta

 
Hoje me peguei pensando em todos os planos que fiz, dos poemas anuais que eu costumava escrever e se perderam numa faxina qualquer, dos dias de ócio olhando para as telhas e cerâmicas da casa, daquele domingo de sol estranhamente frio deitada no quintal olhando as nuvens que pareciam coelhinhos, dragões e mãos, de brincar de balanço no sítio, lembrei do dia em que quebrei o vaso de flores favorito da minha mãe brincando com aviõezinhos de papel e da bronca. Lembrei do primeiro garoto que disse que me amava, nós só tínhamos 9, esse amor durou menos que o recreio, lembrei do dia em que percebi que alguém realmente me amava e como fiquei assustada. Lembrei do dia em que cortei minha franja pela primeira vez, foi uma bagunça, assim como a segunda e terceira, por que insistimos em franjas gente? Lembrei do dia que fugi do dentista, do dia que venci uma "garota grande" no jogo de baleada (queimada pra alguns). Enfim, lembrei de mim.

Um tanto nostálgico, eu sei! As pessoas vão a blogs querendo dicas disso e daquilo e não pra ler esse tipo de besteiras, não gostei também, mas quis escrever assim mesmo, se você caiu aqui supere! Voltando ao assunto, sempre achei pessoas nostálgicas desinteressantes, um povinho que não aprecia o hoje ou que perdeu a vontade de realmente viver e em vez de tomar rédeas da situação ficam remoendo o passado (ouch!). Mas agora que me pego em momentos nostálgicos  não tenho tanta certeza (claro que não vou me chamar de desinteressante ou múmia embalsamada, rá!), mas acho que a acumulação de primaveras e de alguns invernos faz isso com a gente e o efeito se acentua quando eles são acompanhados de uma gama de responsabilidades e pressões do dia a dia.

Tá você se pergunta quantos anos tem essa criatura? Eu sei que aos 22 a maioria das pessoas não está tendo essas crises ou está? E seu disser que tô assim desde os 19, o que eu posso fazer? Nasci com alma velha. Sempre fui aquela criança no meio dos adultos, absorvendo tudo que eles falavam, sempre fui uma jovem adulta.

Ser uma jovem adulta é meio complicado, porque quando você é super novinha se acha madura demais pra fazer coisas que as outras pessoas da sua idade estão fazendo e quando se torna adulta não se reconhece no meio. Você sofre Síndrome de Peter Pan inverso e depois Peter Pan, mas com consciência do ridículo né, porque eu não vou andar por aí com bolsinha da Hello Kitty, se bem que vocês viram a coleção de moletons da Ellus por Herchcovitch ou as da MOSCHINO nessa era Jeremy Scott? Peças com tema Looney Tunes a já batida #readytobear, Barbie e etc... Então levando em consideração essa loucura toda acho que sentir nostalgia de vez em quando é até normal e de quebra te informei sobre moda, logo o post cumpriu sua função óbvia. De nada!

Mas tentando retomar o assunto de novo, não importa se bom ou ruim o passado merece ser lembrado, mesmo que por um instante. Nós somos fruto de nossas experiências e cada erro cometido hoje será um acerto amanhã, pode até vir a ser erro também, mas não vai te pegar de surpresa. A não ser que impulsividade seja o seu segundo nome aí colega você vai dar com a cara na porta muuuiitas vezes.


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Meu conselho de amiga, lembra, mas não fica estagnada não tá. Vive! Se deixa mudar, evoluir faz um bem danado.
Xero!Xero!Xero!Xero!
0 COMENTANDO Postado por Aryana Santiago às 11:10
21.1.15

Autossabotando a vida ❤


O ser humano é capaz. Capaz de criar, construir e desconstruir.  Somos os tais animais racionais (nem sempre). Mas você sabe né, o homo (mulier) sapiens sapiens, tem um costume inconveniente de transformar tudo em mania. Uns tem mania de estalar os dedos, contar as faixas que dividem a estrada outros olhar o relógio a cada instante ou começar a assistir uma série com 6+ temporadas quando deveriam estudar pra OAB e tens esses que tem mania de pensar. As minhas são todas essas e mais. 

Mas é a mania de pensar que tem me trazido problemas ultimamente. E você achando que pensar é a melhor forma de achar soluções. Vou ter que te dizer, não! Digo, pode até ser pra você ou pra sua tia, mas no meu caso traz mais dúvidas que respostas. Porque nos meus pensamentos estão depositados uma carga significativa de negatividade. Adiantou nada ler Polyanna.

Meus melhores dias são aqueles aos quais me entrego à rotina:

 6h01m acordar; preguiçar na cama até às 6h13m; dar bom dia ao Puff e fazer carinho; Lava o rosto com sabonete pra pele oleosa; Olha se as espinhas estão secando; Não estão. Espreme uma e se arrepende; Toma banho com sabonete cheirosinho; Enrolada na toalha coloca o filtro e o pó de café na cafeteira; Procura roupa boa; Passa muito tempo escolhendo; Não acha; Veste a primeira que experimentou; Se dá conta que já está atrasada; Grita com o namorado porque ele ainda está na cama; Faz tapioca; Toma café com tapioca e alguma fruta; Grita com o namorado que ainda tá com cara e movimentos de zumbi; Se pergunta o que achou naquele cara; Fica com raiva dele; Pensa em terminar; Tá atrasada, deixa pra ter DR depois; Lembra que detesta DRs; Escova os dentes; Protetor solar; Maquiagem; 7h35m sai correndo; Beijinho de despedida; Esquece a DR; 31º; Trânsito caótico; Chega ao trabalho suada; Olha constrangida pra coordenadora; Senta na mesa; Trabalha; Almoça; Trabalha; Vai pra casa; Toma banho rapidinho; Tira a maquiagem; Põe umas roupas na máquina; Assiste série na Netflix; Lancha; Assiste; Ganha conquista só porque assistiu 3 episódios consecutivos; Continua assistindo; Ganha de novo porque assistiu 6; microsoft zoada; Às 20h11m toma coragem pra cozinhar o jantar; Leva o livro de receitas vegetarianas pra ter ideias; Improvisa; Janta; Lava metade da louça; Assiste jornal; Se chateia com o conteúdo; Vai ler mídias alternativas; Confere as redes sociais; Toma banho; Lava o rosto; Passa creme pra ver se no outro dia a pele tá melhor; Veste pijama fresquinho; Lê livro; 23h33m Dormir como neném sem cólica.  

Me enrosco na rotina e não quero mais pensar em nada, penso em nada . É um dia sem desenvolvimento ou realizações, mas de certa paz.

Em dias que a mania se manifesta não consigo finalizar os livros que começo a ler (Simone querida, terminarei O Segundo Sexo sim! Assim como todos os livros da Agatha Christie. Tenho fé!) porque me sinto culpada em estar dedicando tempo a ficções e não aos estudos. Não escrevo. Como mal. Durmo mal ou não durmo. Penso no futuro, e como verdadeira pupila de Cassandra, prevejo desastres e não consigo me mexer pra mudar o prognóstico e ninguém dá bola pras minhas reclamações. Não vem força, não consigo reagir.

Meu problema é sofrimento por antecipação+procrastinação que dá corda aos meus vícios e aos pensamentos negativos que são consequência de minha irresponsabilidade. Tá vendo, psi, eu já sei identificar a causa da minha ansiedade, a terapia tá evoluindo, um pouco.

Talvez a solução seja me concentrar em um passo de cada vez, parar com a negatividade que me bloqueia. Ou criar vergonha na cara, desligar a tv e sentar na cadeira pra estudar e parar com a autossabotagem. Daí pensar pararia de se mostrar um meio de tortura e voltaria a ser um comportamento natural e elucidante. 

Mas o que dizer desse texto que é nada menos que fruto da minha procrastinação? Pelo andar da carruagem vou ter que pedir ajuda aos céus. Dançar pra lua. Fazer promessa no altar de Atenas

2 COMENTANDO Postado por Aryana Santiago às 21:51
22.6.12

MADURA O SUFICIENTE


Eu sempre me achei uma garota madura, sempre achei que as outras crianças eram bobas de mais e por isso não eram boas o suficiente para mim. Por achar que as crianças da minha idade não eram maduras o suficiente me cerquei de pessoas mais velhas que compartilhavam meus interesses, conheciam as mesmas bandas, liam os mesmos livros e assistiam os mesmo programas. Mas o tempo foi passando e eu vi que maturidade não está nem um pouco relacionada a idade e percebi que nem eu nem aquelas pessoas que eu julgava melhores eram totalmente maduras e decididas. 
A verdade é que quando a gente quer uma coisa, acreditamos naquilo tão piamente que passa a ser um dogma e nada mais além daquilo pode ser verdade, para nós não há outra verdade. Mas nessa de busca pela maturidade eu percebi que amadurecer não é uma tarefa simples e que no caminho para atingir esse objetivo eu fiz muita coisa imatura e inconsequente! E eu passei muito tempo me martirizando pelas minhas atitudes erradas. Achando que tudo foi uma perda de tempo. Mas hoje faltando alguns dias para fazer mais um aniversário eu percebi que errar faz parte e que bom que eu errei porque se não fossem os meus erros eu não estaria aqui pensando e escrevendo isso. Se não fossem as atitudes inconsequentes de uma adolescente que achava que sabia tudo eu não saberia que para amadurecer é necessário ser imatura.

Por isso um brinde à imaturidade e à inconsequência porque é através delas que aprendemos a importância de crescer!



Que sejamos jovens por todo o tempo que der!
2 COMENTANDO Postado por Aryana Santiago às 12:22
27.5.12

TUDO O QUE NÃO SOU, SENDO


Não sou perfeita, não sou a mais alta, não sou a mais magra e nem muito menos a mais bonita.
Não sou a mais popular ou a mais descolada.
Não tenho os cabelos mais sedosos ou brilhosos, minha pele não é macia e não tenho dentes brancos o suficiente.
Meus olhos não são azuis e nem decidem se são verdes, castanhos ou amarelos. Não sou a mais inteligente, mas também não sou a mais burra né, vamos combinar!
Não sou sexy, não sou delicada, não sou tantas coisas que são consideradas atraentes, mas também não sou um horror, eu bem que tenho meu charme.
Minha voz não é encantadoramente doce nem sensualmente rouca, parece mais um som nasal aqueles que não são de todo feios, mas com certeza não tenho futuro como cantora, apesar de ser um sonho de infância (um dos!) .
Não sou padrão de beleza, nem muito menos possuo uma beleza exótica, comparo esse tipo de beleza a um cavalo (sim!), ele não é o animal mais bonito do mundo, mas consegue encantar de tal forma que você não consegue parar de deslumbrá-lo, de querer ser como ele de querer tê-lo!
Eu sou o que se chama de garota normal.
Eu sou uma garota que tem sonhos, que se decepciona (muito), que brinca de ser gente grande, mas que na verdade tem tanto medo de crescer que se fosse possível se mudaria para a Terra do Nunca para viver para sempre jovem e inconsequente!
Sou do tipo ansiosa, mas que as vezes é tão paciente que espanta os habituados com minhas impaciências e paranoias.
Sou consumista e já fui crédula, agora desacredito e desconfio de tudo, não gosto de pessoas preconceituosas, elas me entediam e me lembram de como não era essa a geração que eu gostaria de pertencer.
Eu amo com tanta intensidade que as vezes me canso e fico com preguiça.
3 COMENTANDO Postado por Aryana Santiago às 20:42
13.5.12

LEMBRANÇAS


Lembro-me de todos os beijos roubados, de todos os abraços apertados, de todos os sorrisos conquistados, das lágrimas derramadas ao me ver partindo e quando sentias saudades de mim. Lembro também de todas as nossas conversas, até daquelas em que ficávamos horas rindo sem falar qualquer palavra.
Saudades de olhar em teus olhos e não falar nada, só olhar e saber que mesmo calada estais dizendo ''Eu te amo''. Saudades de ver os teus olhos cheios de brilho quando ouvia as histórias que vivi. Perco o chão quando paro para pensar em você e vejo que são apenas lembranças, vagas lembranças, de um alguém que chegou e depois foi embora me deixando aqui carregado de lembranças, tuas lembranças.
2 COMENTANDO Postado por Aryana Santiago às 21:39
12.5.12

ALGUNS FINAIS

Quando começamos um relacionamento tudo é mil maravilhas!
As cores têm mais vida, a comida fica mais apetitosa, a lua fica mais brilhante e o clima mais frio só pra você ter a desculpa de ficar mais agarradinha no amor, você enxerga arco-íris até no reflexo da luz no copo.
Tudo é perfeito e musical.
Contudo tudo que tem um começo, tem um meio e talvez, muito possivelmente, um final.
Alguns finais são tristes, uns são esperados, uns desesperados e outros vazios.
3 COMENTANDO Postado por Aryana Santiago às 19:03
4.5.12

COMO É BOM TER ALGUÉM

Hoje conversando com meu namorado comentei que ainda não sabia o que iria falar no blog, ele de imediato e com sorriso bobo no rosto disse "Aryana, fale sobre mim" na hora dei risada, baguncei o seu cabelo e falei algo bem trivial para mudar de assunto, mas depois, agora às 19h37min para ser mais exata, pensei e por que não?
Eu criei esse espaço para falar sobre as coisas que amo e ele sem dúvida é uma coisa que amo! A coisa mais complicada que inventei de amar! Temos que salientar isso porque nesses 3 anos (muito tempo né!) ele me deu muitas dores de cabeça com seus ciúmes bobos, seu jeito chato de ser e com sua mania de me irritar! Me deu também muitas alegrias, carinhos e me ajudou em muitos pontos a amadurecer.
Mas o ponto que quero chegar não é precisamente falar sobre meu relacionamento, mas sim falar como é bom ter alguém!
5 COMENTANDO Postado por Aryana Santiago às 21:37
17.4.12

DESPERTANDO


Por que meus sonhos não são fáceis? Por que meus dedos não conseguem alcançar a perfeição? Por que tenho que cair e me machucar pra aprender que eu não sou a garota que eu achei que seria um dia?

Por que só com a dor eu desperto desse mundo paralelo que volta e meia adentro tão profundamente que me perco em meio a tanta utopia?

Por que o espelho insiste em me pregar peças? Para que tantas miragens, perguntaria eu, mas para quê? Ele não me responderia em vez disso me mostraria mais ilusões e absorta que sou mergulharia nelas tão profundamente e nada mais seria tão verdade e tão fácil e tão bom! Até que houvesse o despertar.

No despertar a realidade é jogada na minha frente de forma tão brutal que me assusta, ensandece e dói. Meus olhos, minha mente, meu corpo cansam! As forças se afastam de mim e só o que faço é implorar pelo sono, para que com ele os sonhos se cheguem suaves como o aroma das flores do campo e me façam, mesmo que por instantes, feliz.

Aryana Santiago.
0 COMENTANDO Postado por Aryana Santiago às 10:45
10.4.12

QUANDO TUDO PARECE SE PERDER

E quando tudo deixa de fazer sentido e se transforma numa coisa louca?
E quando as expectativas começam a ser frustradas pela realidade iminente?
E quando o seu único desejo é se desfazer da mesma forma que os sonhos que um dia foram seus?
E quando dos seus olhos só saem lágrimas e da sua boca murmúrios abafados?
E quando seu peito dói e nada consegue parar essa dor?
E quando as pessoas parecem não se importar?
E quando você não consegue se importar o suficiente?
E quando tudo está dando errando?
E quando o espelho te mostra uma versão que não condiz com o ideal?
E quando tudo não é igual ou parecido com os planos de uma infância inteira?
E quando a vida não te dá escolhas ou quando pelo menos parece que não?
E quando parece que me perdi de mim?
E quando a solidão parece ser a única companhia, mesmo tendo amigos e namorado?
E quando a fé parece tão utópica quanto seu próprio conceito?
E quando o quando se torna nunca e o nunca se torna sempre e o sempre se torna vago?
E quando as perguntas parecem não ter fim e o seu cérebro cansa de tentar respondê-las?
O que fazer?
Gritar, chorar, espernear, fingir de morto?
Não, nada disso me serve, parece que a única resposta que posso dar a mim mesma é: não sei!
E não sei parece a mais louvável das respostas neste instante que escrevo essas palavras que para muitas pessoas são tão sem sentido quanto um menino de ponta cabeça tentando alcançar a lâmpada de um poste.
O que posso dizer ainda é que a vida nem sempre corresponderá aos seus sonhos de criança, que nem sempre as conquistas ou o amor te acompanharão!
E só o que posso desejar é que tudo não passe de uma tola mentira e que todos os sonhos da infância na verdade tornem-se realidade! E que tudo o que um dia foi meu pelo menos na imaginação volte e me faça a pessoa mais feliz deste mundo e de qualquer outro.

Aryana Santiago.
2 COMENTANDO Postado por Aryana Santiago às 19:07
9.4.12

AQUELA SENSAÇÃO

Não é estranho quando você passa por alguém e seu coração simplesmente acelera e você sente um calor nas bochechas e tem certeza que estão ruborizadas e por isso fica com tanta vergonha que elas ficam mais vermelhas ainda?
Sabe...
Aquela sensação de frio e borboletas na barriga que incomoda e ao mesmo tempo é bom?
Aquela sensação de êxtase e tranquilidade simultânea?
Aquela sensação que te deixa atordoada e a faz piscar os olhos como se tivesse um tic nervoso?
Aquela sensação de desconcerto, que tira totalmente sua coordenação e a faz parecer um neném nos seus 8 meses ainda aprendendo a andar?
Aquela sensação causada pela falta de ar?
Aquela sensação de "pra onde eu olho"?
Aquela sensação de "ele está me olhando"?
Aquela sensação de fraqueza causado pelo cheiro da loção pós-barba dele?
Aquela sensação mesmo de "vou desmaiar"?
Aquela sensação de fragilidade quando ele te toca?
Aquela sensação de "se não for ele não é mais ninguém"?
Aquela sensação de "me toma em teus braços e me ama como se não houvesse amanhã"?
Não é estranha?
Então, essa sensação se chama Paixão.
     
Aryana Santiago.
2 COMENTANDO Postado por Aryana Santiago às 00:47
19.3.12

EU QUERO SER OUTRA PESSOA

Você já chegou em determinado ponto de sua vida e se perguntou: "O que eu estou fazendo aqui?" ou já quis ser outra pessoa? Ser outra você, a você ideal? Qual a razão de não ter aquele perfil, não ter aquela vida idealizada desde os primórdios?
Me questiono constantemente sobre isso e essa sensação, esse desejo de ser outra EU está aflorado hoje.
Me pergunto: Onde eu me perdi? Quando eu deixei de ser EU e me tornei simplesmente eu? Afinal, este é o meu eu? Onde está o EU que quero ser?
Sei que ele está aqui dentro querendo sair, mas parece que tem alguma coisa que o bloqueia, que não o deixa respirar e isso tem me deixado sem ar, triste, só.
Quais caminhos ou quais pessoas me levaram a ser esse eu, que passa metade do tempo querendo ser outro?
Honestamente, olho para trás e não sei o que exatamente me fez mudar de trajeto, talvez nada ou talvez tudo, mas o triste de olhar para o passado é ver que não se pode apertar a tecla DEL e voltar a seu uma página em branco pronta para ser escrita.
Todas as palavras, ditas em off ou em CAPS LOCK não podem ser apagadas ou alteradas, o que foi dito foi dito, da mesma forma que todas as escolhas, todos os passos dados não podem ser refeitos.
O tempo passa, mais escolhas, mais responsabilidades, mais e mais incertezas que perturbam, que sufocam, consequentemente, menos tempo, menos espaço, menos chances de errar.
Talvez drama demais seja o meu problema, ou segurança de menos ou ambos.
O que sei é que queria que tudo fosse mais simples e amigável, queria que o arco-iris voltasse a ter cor, queria voltar a sonhar com castelos e que os monstros fossem derrotados pelo príncipe encantado, queria voltar a sorrir descontroladamente com coisas bobas, voltar a andar de bicicleta fazendo manobras que julgava radicais, correr sem ter medo de cair e quando caísse pudesse chorar sem sentir constrangimento.
O que EU queria era voltar a ser criança e fazer tudo outra vez, do meu jeito.


Aryana Santiago.  
0 COMENTANDO Postado por Aryana Santiago às 00:29

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